Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Isaias 55:9
quarta-feira, 18 de março de 2009
O que Deus quer do ser humano.
No evangelho de João capitulo 10 versículo 10 Jesus diz: "O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância".
Jesus faz um paralelo, de um lado o ladrão do outro Ele mesmo. Quem seria o ladrão? Cada um pode tirar suas próprias conclusões. Hoje vivemos numa sociedade onde há ladrões em todos os níveis de nossa sociedade, estamos cansados de ver isso todos os dias na TV, nos jornais e nas ruas. Vemos tantos crimes bárbaros que até nos assustam, me lembro quando eu vi a reportagem de uma jovem do Paraná que estava com seu namorado, numa trilha para uma praia, o namorado foi morto e ela levou um tiro e ficou paraplégica, ela sangrando sem sentir mais as pernas viu o agressor voltar e abusar dela, quando eu vi isso pela TV, isso me comoveu e eu chorei por ver a que ponto chega a maldade numa pessoa. Assim também nesse caso do pai que abusou da filha por 24 anos na Áustria.
Vidas tem sido destruídas e nós muitas vezes nem nos damos conta disso, a TV tem mostrado tanta desgraça que já nos acostumamos, muitos se tornam insensíveis.
Mas do outro lado está Jesus com uma proposta diferente, não uma proposta de morte, mas uma proposta de vida. Só isso já seria maravilhoso, essa vida que Ele nos oferece não é uma vida terrestre, mas uma vida que começa aqui, hoje e continua pela eternidade. O falecido deputado Clodovil Hernandes em uma entrevista quando da morte de Elis Regina, disse a seguinte frase: "É uma pena que o ser humano foi criado para morrer e não para viver". Isso não é verdade! Todo ser humano foi criado para a vida, e vida eterna, quando morremos continuamos a viver eternamente ou ao lado de Deus ou em um lugar não muito agradável, lugar de dor como é descrito por Jesus em Mateus 13:49-50: "Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos,
E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes."
No entanto, o que mais me chamou a atenção foi uma palavra, abundância. Partindo daí comecei a pensar no que Ele queria dizer com a palavra abundância, no dicionário Aurélio alguns dos significados são: grande quantidade, excesso, exagero, dentre outros. Bom e aí? O que Jesus quer de nós? O que uma coisa tem a ver com a outra? O que tem a ver pessoas fazendo coisas para outras em nome de Jesus, e esse texto que fala de abundância?
TUDO!! Se Ele nos prometeu abundância, é que quando temos abundância podemos compartilhar com outros. Na casa de minha avó em Itaboraí havia um poço que vivia transbordando dia e noite, a água nunca acabava. Precisamos ser como esse poço, transbordar aquilo que temos em abundância na nossa vida, ou seja o amor.
A essência da mensagem de Jesus é o amor, isso pode ser visualizado em todo o evangelho, Ele demonstrava amor por onde quer que passasse, Ele demonstrava às pessoas o que Ele tinha em abundância, amor, o amor do próprio Deus se demostrando ao mundo.
Quando temos Jesus em nossa vida, esse mesmo amor vem como efeito colateral, somos cheios de amor, nosso problema é que muitas vezes estamos tão desacostumados em amar que travamos esse amor e nos fechamos em nós mesmos, não fazendo aquilo que devemos. Assim como Jesus precisamos fazer diferença onde estamos, cada um de nós tem a obrigação de amar o próximo. E ponto final. Leia Mateus 22:36-39:
"Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo."
E também I João 4:20,21:
"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus, ame também a seu irmão."
Bom essa é a situação, as palavras de Jesus já dizem tudo. Então o que Deus quer dos seres humanos? Amar uns aos outros, simples assim. Agora, o amor se traduz em gestos, em atitudes, não é feito só de palavras, tem de haver ação. Se você ama o outro como a si mesmo, buscará proporcionar ao outro o que quer para si, quantas pessoas morrendo sem esperança, sem alguem que se importe com elas, com o que elas sentem.
O povo de Deus precisa fazer diferença, precisa sair de dentro dos templos, sair dos dogmas, sair da religião e ir de encontro as pessoas, ir onde elas estão e como elas estão, e apresentar-lhes uma alternativa um caminho mais alto, o mundo precisa se encontrar com Deus e é nossa responsabilidade fazer isso, estamos dentro da igreja aos domingos, pela manhã e a noite às quartas-feiras, mas quando estamos lá fora transbordando esse amor, aos que não tem esperança? inundando o mundo com o amor de Deus.
Esse é o nosso papel. Não precisamos de teoria, precisamos praticar o amor. E ver Deus mudando as vidas. Só isso.
sábado, 14 de março de 2009
O caso Moshê
Por Zev Roth
Em Jerusalém
Em agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido empresário judeu-americano, viajou para Israel a negócios.
Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech George, centro de Jerusalém.
O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria, Moshê percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha tanto tempo.
Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.
Homem-bomba
Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s…
Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado. Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria.
Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local.
A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, dos quais seis eram crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas.
As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma. Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo explosivo adicional montado pelos terroristas já estava sendo desmontado pelo exército.
Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não conseguiu encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.
Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e, acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.
Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido levados os feridos no atentado.
Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida. Depois de alguns momentos, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.
Em Nova Iorque
Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets.
Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila."
Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Salvo pela segunda vez
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001, Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center.
Notas
1. Matéria publicada originalmente pela Targum Press, em 2002.
2. Conteúdo relatado em palestra pelo Rabino Issocher Frand.
3. Fonte: World's Observatory
sexta-feira, 13 de março de 2009
Caminho mais alto
Criei esse blog há muito tempo, mas nunca consegui fazer se quer uma postagem inicial, faz coisa de 4-5 meses que criei esse blog. Iniciei várias vezes esse texto e com muitas coisas em minha mente, mas nunca consegui chegar ao segundo parágrafo, hoje já estou indo bem longe.
Bom, o fato é que tive a inspiração para escrever em um blog as experiências e aquilo que Deus tem posto em meu coração, e que por uma razão ou outra acabam por ficar encerradas dentro de cada mim, sabemos que acontecem coisas, o próprio Deus fala coisas muito lindas conosco e nunca exteriorizamos isso. Na verdade, não temos noção do que Deus pode fazer quando colocamos para fora aquilo que Ele nos dá, pois tenho como certo que nada do passamos é um fato isolado, tudo faz parte de um plano maior, é como um quebra cabeça, uma peça isolada nos parece inútil mas quando a juntamos com as outras e o vemos montado, então tudo faz sentido.
Essa é a minha idéia com o “Caminho mais Alto”, como se diz em direito reduzir a termo, ou seja escrever, aquilo que tenho experimentado de Deus e de seu amor, de alguma forma demostrar a outros aquilo que Ele faz e pode fazer e ainda aquilo que Ele quer falar com as pessoas.
Houve uma época, na qual estive fazendo uma oração constante, eu a repetia em meu coração a todo tempo e por onde quer que eu fosse, nela eu pedia que me fosse revelado algo mais, eu não aceitava andar e viver resumindo a minha vida ao que eu via e nem ao que eu conseguia sentir, é até difícil explicar o que eu buscava, só posso dizer que eu buscava algo mais, uma razão maior. Acredito que há algo maior do que o que vemos, inclusive algo maior que esse mundo espiritual que ouvimos falar em muitas igrejas, creio que de uma forma ou de outra acabamos por limitar Deus ao que sabemos e conhecemos. Deus está além de tudo isso. Deus é tudo, está em tudo e não há limites para Ele nem para o que Ele vai fazer.
Bom como disse antes é difícil explicar, mas de concreto posso dizer que essa oração mudou minha vida por completo, mudou meu modo de ver a vida e as pessoas. Não estou dizendo que virei um super-homem nem tampouco me tornei uma pessoa de espiritualidade excepcional, continuo o mesmo mas vivo diferente, meu coração é diferente.
Costumo ilustrar essa mudança pela minha forma de dirigir, eu dirigia como louco, corria muito dificilmente andava andava abaixo de 100 km/h, mesmo sem pressa, não aceitava ser ultrapassado, enfim eu era mais dos milhões de motoristas mal educados que andam por aí. Hoje dificilmente passo dos 80 km/h mesmo com limite acima disso, hoje dirijo de uma forma totalmente diferente dou passagem e principalmente tento ser o mais educado possível, repare bem às vezes é muito difícil mas tenho conseguido vencer nisso.
Tudo depende da perspectiva com que você vê a vida, não fomos criados para viver a vida nessa forma egocêntrica como a nossa sociedade nos impõe, fomos feitos por Deus para viver para Ele, dando alegria ao nosso Pai. Eu tenho uma filha de um ano e meio, e a coisa que mais me deixa feliz é quando estou estudando ou fazendo qualquer coisa e ela vem me abraça, me beija e se senta ao meu lado, por que é isso que o pai busca de um filho, estar junto dele.
Essa distância, nos leva a ver o mundo de uma forma muito limitada, assim somos incapazes de entender que existe algo maior do que vemos com nossos olhos, nossos olhos são uma maravilha da engenharia de Deus, mas eles nos enganam, nos fazem olhar demais para nós mesmos em detrimento do que está a nossa volta, é aí que está o segredo olhar em volta, ver o que está acontecendo ao nosso redor.
E vendo essas coisas podemos decidir não nos contaminar com a loucura deste mundo, essa nossa sociedade que tenta nos convencer a todo tempo que ter é muito melhor que ser. Podemos decidir que seremos diferentes, que não nos deixaremos contaminar por esse mundo. E disso nasce algo extraordinário, algo que Jesus nos deixou. Jesus por andava plantava sementes de amor, Ele mesmo disse: “amai ao próximo como a ti mesmo”. Quando amamos ao próximo como a nós mesmos, queremos para ele o mesmo que queremos para nós.
É isso que busco com o “Caminho mais alto”, passar adiante o que Deus tem feito em minha vida, não me deixar contaminar por essa sociedade, mas sim 'contaminá-la' com amor. Desejo que cada um que ler esse blog, seja abençoado e venha a passar pela mesma experiência que tenho passado.
ps. essa história não termina aqui. estarei postando novos materiais.