Missão --> Revolução
Missão seria algo a fazer, uma obrigação, ordem.
No contexto evangélico temos aprendido que missão é pregar o evangelho, principalmente em outro lugar, na maioria das vezes distante. Dentro dessa perspectiva a missão se torna algo para pessoas específicas, especiais, escolhidos. Aí entra a figura, por muitos cultuada, do missionário.
Temos aqui um grande equívoco evangélico, a missão se torna algo para poucos.
Isso é parte de algo maior, uma mania incrível que temos de separar as coisas em grupos isolados e incomunicáveis. É como se tivéssemos que separar tudo que temos contato em caixas, e uma vez encaixotado não se pode ser novamente selecionado ou trocado de caixa.
Isso é algo muito comum na história do cristianismo e na própria história do homem, temos o clero e o povo, o puro e o impuro, o santo e o secular, temos o caso da música a do mundo e a de Deus. E nossa vida está impregnada desta noção e então temos nossa vida na igreja e nossa vida fora dela, chegando a isso nos tormanos meio que bi- polares, como aquele menino que queria que o sua casa fosse dentro da igreja, visto que seu pai ali era um bom pai mas em casa seria algo não tão de acordo com os princípios cristãos.
Assim como na física onde o ponto de vista pode mudar toda uma observação, assim também é nesse assunto. Temos que mudar essa forma de ver a missão para que de fato possamos entender a possível revolução dela decorrente.
Missão é viver o caminho aberto por Cristo, não só pregar, falar palavras bonitas que afagam o coração, mas viver os ensinos dEle. Tem como base viver nossa vida da mesma forma como Ele viveu a sua nessa Terra. Jesus viveu sua missão em todos os momentos aqui, desde pequeno já sabia o porquê de estar aqui.
Sua vida era missional.
Sua vida era sua missão e sua missão era sua vida.
Isto é, em nosso viver diário ter vidas pautadas pelo evangelho, na ética, na honestidade, sendo capazes de chamar o mal de mal e o bem de bem, sem uma visão afetada e distorcida. Assim Ele viveu e assim nos convida a viver.
Os ensinos de Cristo devem estar latentes em todos os aspectos de nossa vida.
Ao refletirmos a verdade do evangelho, mesmo sem palavras, uma revolução é iniciada uma revolução que começa silenciosa dentro de nossos corações, uma revolução na nossa vida, na história, na cultura, na sociedade.
Ao vivermos assim anunciamos que há um caminho melhor, uma alternativa. Isso é revolução.
O Cristo mudou a história e continua revolucionando hoje, através de cada um de nós que o conhece e trilha o mesmo caminho que Ele, na contramão do sistema estabelecido, mas em busca de uma forma superior de viver, com mais amor, mais igualdade, mais verdade.
A revolução que missão pode causar? Os resultados são imensuráveis.
Mas só se torna real quando encarnamos a missão em nosso viver, em cada aspecto, em cada passo, em cada palavra, em cada olhar.